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riscos_e_rabiscos

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Remar Contra a Maré

 

Fui ao hospital para falar com a médica que me tem acompanhado na cirurgia. A loca tem que ser vista novamente e alem disso, há o problema da marcação da suposta consulta.

Entrei, fui à procura do gabinete com o nome dela. Nada. Nem nome, nem médica. Não estava a dar consulta.

Fui expor o meu caso a uma auxiliar que estava à entrada e que depreendo que ali estava para ajudar as pessoas. Não sei. Ela reencaminhou-me para o balcão da recepção. Expus novamente o meu caso. Mandaram-se ir tirar uma senha para o guichet das informações. Mais uma exposição do meu caso. Verificaram no computador se tinha alguma consulta marcada. Mais uma vez, nada. Mandaram-me ir à secretaria da cirurgia. Nova exposição do caso. Nova consulta ao computador e, mais uma vez, nada. Disseram-me para voltar lá sexta-feira pois ela irá dar consulta. Será?

 

Sai do hospital e fui directamente ao centro de saúde fazer o penso. Hoje foi uma nova que fez praqui uma porcaria qualquer. Umas são tão jeitosinhas e outras são tão trapalhonazinhas…

 

Hoje não foi dia de aulas e nem foi dia de nada. Senti-me doente todo o dia, por isso, não fiz nada e estive a vegetar em cima da minha cama…

 

Estou farta que o meu irmão não compreenda que o Bóbi não é uma pessoa e não compreende as consequências dos seus actos. O meu irmão bate ao cão por asneiras que o bicho faz e cuja culpa é dele, que o pôs maluco a correr de um lado para o outro.

Claro que eu salto logo em defesa do cão o que gera, imediatamente, uma enorme discussão em que vem tudo defender o menino. Eu é que sou sempre a má e eu é que tenho sempre a culpa de tudo. Ele grita comigo e eu é que tenho de me rebaixar a ele?! Estas cenas acabam comigo…

Fiz um pacto de silêncio: até amanhã não ouvem mais a minha voz aqui em casa.